Lema de Vida:
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segunda-feira, janeiro 02, 2012
Feliz Ano Novo
quinta-feira, outubro 30, 2008
Humor sempre!

Acabei de ver mais um episódio d' Os Contemporâneos... e só tenho uma palavra: FANTÁSTICO!
Piadas subtis, dedicadas ao Bom Português Submisso, críticas mordazes a pormenores da vida portuguesa... Melhores que os Gato Fedorento, na minha modesta opinião, eu que sou fã eles desde a altura em que só escreviam no Blogue e faziam o Perfeito Anormal.
E Os Contemporâneos têm outro ingrediente que acho magnífico... além de mágico e perfeito em qualquer personagem: Nuno Lopes.
Piadas subtis, dedicadas ao Bom Português Submisso, críticas mordazes a pormenores da vida portuguesa... Melhores que os Gato Fedorento, na minha modesta opinião, eu que sou fã eles desde a altura em que só escreviam no Blogue e faziam o Perfeito Anormal.
E Os Contemporâneos têm outro ingrediente que acho magnífico... além de mágico e perfeito em qualquer personagem: Nuno Lopes.
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quinta-feira, outubro 23, 2008
Obrigada
E concluo que não vale a pena!
Não vale a pena continuar a ter as atitudes que sempre tive, descurar a minha vida familiar e/ou ambições pessoais em função das inúmeras actividades que dinamizava na escola... Já percebi que, caso continue o sistema de avaliação como está, nunca chegarei a titular e I don't care!!
Invisto o que puder na minha felicidade pessoal e intelectual e faço o meu trabalho bem feito... o resto passa ao lado! Faço como os funcionários públicos normais, sentados na sua cadeira de escritório, que depois do horário de expediente, muitas vezes antes mesmo, arrumam as suas coisitas e vão para casa esquecendo o trabalho.
Por que motivo tenho eu que estar a gastar tempo a preparar aulas se não sou minimamente valorizada? Por que tenho que corrigir coisas, muitas vezes asneiras grossas, se depois não servem para nada? Por que tenho que aturar desrespeitos constantes de filhos... e quando os pais sabem ainda me criticam por ter castigado o "minino"? E, não esquecendo quem tem filhos, "perder" tempo com os filhos dos outros em detrimento de estar com os meus?
Sou professora, não sou ama-seca e muito menos masoquista... [ainda não estou a 100% nesta versão, no entanto caminho para lá a passos largos]
Obrigada, Sra ministra!
sexta-feira, outubro 10, 2008
O Magalhães
Fico muito feliz pela miudagem ter aderido ao Magalhães... fico feliz que todos os pais, mesmo aqueles que não têm dinheiro para dar o pequeno-almoço aos filhos, terem aderido ao Magalhães... fico feliz por saber que é bom escreve no Magalhães...
MAS SE CALHAR SERIA ÓPTIMO SABER ESCREVER E FALAR PORTUGUÊS DECENTEMENTE PRIMEIRO!!!
quarta-feira, outubro 08, 2008
Trova do vento que passa
notícias do meu país
e o vento cala a desgraça
o vento nada me diz.
Pergunto aos rios que levam
tanto sonho à flor das águas
e os rios não me sossegam
levam sonhos deixam mágoas.
Levam sonhos deixam mágoas
ai rios do meu país
minha pátria à flor das águas
para onde vais? Ninguém diz.
Se o verde trevo desfolhas
pede notícias e diz
ao trevo de quatro folhas
que morro por meu país.
Pergunto à gente que passa
por que vai de olhos no chão.
Silêncio -- é tudo o que tem
quem vive na servidão.
Vi florir os verdes ramos
direitos e ao céu voltados.
E a quem gosta de ter amos
vi sempre os ombros curvados.
E o vento não me diz nada
ninguém diz nada de novo.
Vi minha pátria pregada
nos braços em cruz do povo.
Vi minha pátria na margem
dos rios que vão pró mar
como quem ama a viagem
mas tem sempre de ficar.
Vi navios a partir
(minha pátria à flor das águas)
vi minha pátria florir
(verdes folhas verdes mágoas).
Há quem te queira ignorada
e fale pátria em teu nome.
Eu vi-te crucificada
nos braços negros da fome.
E o vento não me diz nada
só o silêncio persiste.
Vi minha pátria parada
à beira de um rio triste.
Ninguém diz nada de novo
se notícias vou pedindo
nas mãos vazias do povo
vi minha pátria florindo.
E a noite cresce por dentro
dos homens do meu país.
Peço notícias ao vento
e o vento nada me diz.
Quatro folhas tem o trevo
liberdade quatro sílabas.
Não sabem ler é verdade
aqueles pra quem eu escrevo.
Mas há sempre uma candeia
dentro da própria desgraça
há sempre alguém que semeia
canções no vento que passa.
Mesmo na noite mais triste
em tempo de servidão
há sempre alguém que resiste
há sempre alguém que diz não.
Manuel Alegre (daqui)
terça-feira, setembro 30, 2008
Rankings e Xanax...
RANKINGS E XANAX
Texto de Daniel Oliveira, no Expresso.
Esta semana evite a companhia de professores. Falar com qualquer um deles pode deixá-lo em mau estado. Vivem, nos dias que correm, em depressão colectiva. A sucessão de reformas, contra-reformas e contra-contra-reformas, a destruição do que se foi fazendo de bom - do ensino especial ao ensino artístico -, a incompetência desta equipa ministerial e o linchamento público de uma classe inteira tem os resultados à vista: as aulas recomeçam com professores tão motivados como um vegetariano perante um bife na pedra.
Sabem que os espera apenas uma novidade: a avaliação do seu desempenho. E é, ao que parece, tudo o que interessa a toda a gente: a avaliação dos professores, a avaliação dos alunos, a avaliação das escolas, a avaliação do sistema educativo português.
Tenho uma coisa um pouco fora do comum para dizer sobre o assunto: a escola serve para ensinar e aprender. Se isto falha, os exames, as avaliações e os 'rankings' são irrelevantes. Talvez não fosse má ideia, enquanto se avaliam os professores, dar-lhes tempo para eles fazerem aquilo para que lhes pagamos em vez de os soterrar em burocracia. Enquanto se exigem mais e mais exames, garantir que os miúdos aprendem com algum gosto qualquer coisa entre cada um deles.
Enquanto se fazem 'rankings', conseguir que a escola seja um lugar de onde não se quer fugir. E enquanto se culpam os professores pelo atraso cultural do país, perder um segundo a ouvir o que eles têm para dizer. Agora que já os deixámos agarrados ao Xanax, acham que é possível gastar algumas energias a dar-lhes razões para gostarem do que fazem? Se não for por melhor razão, só para desanuviar o ambiente nos edifícios onde os nossos filhos passam uma boa parte do dia.
(recebido por mail, sublinhados meus)
Esta semana evite a companhia de professores. Falar com qualquer um deles pode deixá-lo em mau estado. Vivem, nos dias que correm, em depressão colectiva. A sucessão de reformas, contra-reformas e contra-contra-reformas, a destruição do que se foi fazendo de bom - do ensino especial ao ensino artístico -, a incompetência desta equipa ministerial e o linchamento público de uma classe inteira tem os resultados à vista: as aulas recomeçam com professores tão motivados como um vegetariano perante um bife na pedra.
Sabem que os espera apenas uma novidade: a avaliação do seu desempenho. E é, ao que parece, tudo o que interessa a toda a gente: a avaliação dos professores, a avaliação dos alunos, a avaliação das escolas, a avaliação do sistema educativo português.
Tenho uma coisa um pouco fora do comum para dizer sobre o assunto: a escola serve para ensinar e aprender. Se isto falha, os exames, as avaliações e os 'rankings' são irrelevantes. Talvez não fosse má ideia, enquanto se avaliam os professores, dar-lhes tempo para eles fazerem aquilo para que lhes pagamos em vez de os soterrar em burocracia. Enquanto se exigem mais e mais exames, garantir que os miúdos aprendem com algum gosto qualquer coisa entre cada um deles.
Enquanto se fazem 'rankings', conseguir que a escola seja um lugar de onde não se quer fugir. E enquanto se culpam os professores pelo atraso cultural do país, perder um segundo a ouvir o que eles têm para dizer. Agora que já os deixámos agarrados ao Xanax, acham que é possível gastar algumas energias a dar-lhes razões para gostarem do que fazem? Se não for por melhor razão, só para desanuviar o ambiente nos edifícios onde os nossos filhos passam uma boa parte do dia.
(recebido por mail, sublinhados meus)
quinta-feira, setembro 25, 2008
Faltam 90 e tal dias para o Natal
do Lat. * remussicare, rosnar
v. int.,
falar baixo e com mau humor;
rezingar;
rabujar.
Respingar
v. int.,
deitar pingos ou borrifos (a água);
deitar faíscas (o lume);
crepitar;
fig.,
responder com maus modos;
rezingar, recalcitrar.
Reivindicar
do Lat. reivindicare
v. tr.,
reclamar;
intentar demanda para reaver (propriedade que está na posse de outrem);
tentar recuperar;
recuperar;
reaver.
Dicionário Online
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Sociedade
terça-feira, setembro 23, 2008
RVCC
Continuo furiosamente contra o Processo RVCC, mesmo que o meu marido o ande a fazer, mesmo que faça parte de equipas RVCC, mesmo que veja alguma pequena vantagem em algumas situações... Andamos a falsificar estatísticas para parecer bem na Comissão Europeia. Semi-parafraseando Fernando Pessoa (com bastante humildade), Ser português é um fingidor!
sexta-feira, agosto 22, 2008
Reflexão
“O mundo só pode ser
melhor do que até aqui,
quando consigas fazer mais
p'los outros que por ti!”
António Aleixo
*pintura de Edson Xavier Antunes
sábado, agosto 16, 2008
Um sofá e um colchão
Vimos vários preços, várias qualidades, tipologias, molas, espumas e afins, mas confesso que não nos preocupámos muito com o que íamos gastar.
No último post falei sobre os gastos de quem vem de ferias, que vive para a aparência sem ter dinheiro para comer, e agora falo de um casal que juntou todos os trocos, que poupou, que trabalhou e que agora foi comprar o que queria sem pensar muito no preço, no entanto obedecendo a limites, como é óbvio.
Fiquei feliz! No momento da factura, tínhamos dinheiro para pagar a pronto. Como, pelos vistos, tal facto já não é usual, fizeram um desconto de quase 100€. Resultado: uma poupança!
P.S.-Como sou mulher, até já vi onde o gastar... mas o meu homem não deixa ;D !
O Algarve no Verão
Nos tempos que correm e pelo facto de ser boa observadora, reparo que se vem de férias para o Algarve apesar de não se ter dinheiro para comer, apesar de se pagar os 6 papossecos com cartão VISA, apesar de se dividir um café por 3 pessoas,...
Sim, o nosso país continua de tanga, acho até que está pior... mas continuamos a viver para as aparências... Bonito!
sábado, julho 05, 2008
Mais Exames

"Roubei" esta crónica ao TitoFarpas...
... um dia depois de terem saído as notas dos Exames Nacionais que parecem ter sido um sucesso, com melhorias astronómicas na média e nem a Matemática faz jus à sua fama.
Nem sei como se conseguiu isto!!!
quarta-feira, julho 02, 2008
O Grito de Münch
Sim, foi de gritos... foi mauzito! Não em termos de dificuldades nas disciplinas, nas reuniões ou em horário mas sim em termos emocionais, em termos de gerir sensibilidades...
Foi complicado. Ao fim destes anos todos naquela escola aprendi a conhecer as pessoas, ou melhor, aprendi a ver a verdadeira essência de algumas delas... Surpreendi-me! Talvez se tenham surpreendido comigo, também, no entanto sempre me esforcei por ser transparente!
Por um lado, orgulho-me por ter deixado algum tipo de marca no trabalho já feito, mas por outro fico triste quando vejo dar importância a pessoas com duas caras... ou serem levados por pessoas assim...
O mundo é assim!
Esta escola não foge à regra e mesmo assim, não é das piores!
terça-feira, junho 24, 2008
Exames e notas....
Acompanho a discussão sobre os exames de Matemática quer de 9º quer de 12º ano, vi a argumentação da Sra Ministra e fico triste.
Fico triste com o facilitismo instalado que os governantes não querem ou não estão interessados em ver... Com o facilitismo que circula nas nossas escolas... As classificações são inflaccionadas e toda a gente fica contente... Só se pensa em estatísticas.
Já ninguém dará valor a alguma exigência, por mais ínfima que seja?
quarta-feira, junho 11, 2008
País e Scolari
Não é novidade nenhuma mas andava visitando blogues e lembrei-me disto...Se o Scolari conseguiu pôr um país a olhar mais seriamente para a sua Selecção, se conseguiu mobilizar o apoio de um País, se levou uma Selecção ao 4º lugar de entre todo o mundo, não seria engraçado colocar um Brasileiro como ele à frente do nosso País? Um Primeiro-Ministro que nos colocasse objectivos e nos obrigasse a seguir regras, ao mesmo tempo que nos motivava e tentava resolver os nossos problemas?
Se resultou na Selecção não podia resultar na Política?
domingo, maio 04, 2008
Desaparecidos
Acabei de ver aquela reportagem sobre os pais da Madeleine McCann na SIC. Há coisas muito mal contadas e obviamente o mau da fita é a Polícia Judiciária Portuguesa...
É o povo que temos...
Guerra Junqueiro, 1886
O tempo passa e, não sei se da idade ou da experiência, vou deixando de ter paciência para a hipocrisia.
Olho em redor e só vejo indivíduos tão pequeninos... com uma mentalidade pequenina... com projectos de vida pequeninos..., no entanto quando falam fazem isto e aquilo, obrigam e fazem acontecer... e, perante quem de facto faz, criticam e complicam!!
É óbvio que acontece em todo o lado mas nas localidades pequenas nota-se mais... Assim nunca saíremos da cepa torta... Não adianta puxar uma carroça se toda a gente nos puxa em sentido contrário! Fico lixada da vida com isso... e provavelmente vou acomodar-me e deixar andar... e transformar-me em mais uma ovelha estúpida deste rebanho!!
Or maybe not... :D
Olho em redor e só vejo indivíduos tão pequeninos... com uma mentalidade pequenina... com projectos de vida pequeninos..., no entanto quando falam fazem isto e aquilo, obrigam e fazem acontecer... e, perante quem de facto faz, criticam e complicam!!
É óbvio que acontece em todo o lado mas nas localidades pequenas nota-se mais... Assim nunca saíremos da cepa torta... Não adianta puxar uma carroça se toda a gente nos puxa em sentido contrário! Fico lixada da vida com isso... e provavelmente vou acomodar-me e deixar andar... e transformar-me em mais uma ovelha estúpida deste rebanho!!
Or maybe not... :D
terça-feira, outubro 02, 2007
IRS?
Expliquem-me pois parece que não percebi bem! :D
Adenda: Segundo parece, atletas de alta competição neste caso não engloba os jogadores de futebol com os seus astronómicos ordenados. Antes isso...
domingo, setembro 30, 2007
Violência infantil
Perto da casa dos meus pais, três meninos foram retirados aos pais por falta de condições de higiene e alimentação. Perto da casa onde vivi no Algarve, duas meninas choram e recebem pancada o dia todo e ninguém as retira daquele ambiente, mesmo depois de queixas à Comissão de Protecção.
Não tenho filhos e vejo quem os tem tratá-los assim. Dói tanto!
A vida é tão injusta!
Farta de ser prof.?
À medida que falo com outros colegas, da minha e de outras escolas, verifica-se que o objectivo a que a nossa Ministra se propôs (dividir para reinar, recordam-se?) foi totalmente atingido. Sim, TOTALMENTE. Sim, os professores estão divididos, cansados, desiludidos e sem vontade nenhuma de iniciar este ano lectivo com entusiasmo.
É ou não geral este sentimento? Constata-se no olhar e na conversa de qualquer professor... Quem não ouviu ainda: "Estou farto disto tudo!!"
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