Descobri este cartoon que vem mesmo a propósito. O meu marido pegou no meu carro e arrastou-o ao longo de uma parede há algum tempo, a marca continua lá... e ele queixa-se que o carro está sujo. Acham normal?
Nas férias, a gente põe as leituras em dia, aqueles livros que estiveram arrumadinhos num canto esperando...
No entanto, os apaixonados pelo cheiro das livrarias, como eu, descobrem naqueles espaços pequenos tesouros, aceites ou não pela crítica.
Recomendo-vos esta história, esta trilogia de um escritor russo com uma história e descrições fantásticas, uma luta entre o Bem e o Mal, com uma fantasia semelhante às personagens de Tolstoi.
Tenho pensado bastante na adopção. Mais do que o meu marido quer...
E tive a cuidar, durante uma semana, de uma menina, filha de uns amigos com uma situação familiar "diferente", não quero dizer disfuncional porque não sei se o será de facto.
A I. esteve cá em casa e encaixou-se perfeitamente no nosso ambiente familiar. Levei-a a casa dos meus pais e aquela era a sua casa de sempre.
Uma criança, tantos dias connosco, serviu para perceber algumas coisas: * eu desejo ardentemente ser mãe e sinto-me capaz de assumir essa responsabilidade * não sei se o T. está verdadeiramente preparado para ser pai * esta casa, esta família está repleta de amor para dar a quem o quiser receber * uma criança ia alterar por completa a nossa vida, o nosso ritmo, o nosso bem-estar material * ...
Gostei, sem dúvida, de ser "mãe" durante uma semana, soube bem descansar depois... sobretudo fez-me reflectir de facto na adopção!
Fui hoje comprar um sofá e um colchão novos. O primeiro por pura vaidade, o segundo por necessidade. Vimos vários preços, várias qualidades, tipologias, molas, espumas e afins, mas confesso que não nos preocupámos muito com o que íamos gastar.
No último post falei sobre os gastos de quem vem de ferias, que vive para a aparência sem ter dinheiro para comer, e agora falo de um casal que juntou todos os trocos, que poupou, que trabalhou e que agora foi comprar o que queria sem pensar muito no preço, no entanto obedecendo a limites, como é óbvio.
Fiquei feliz! No momento da factura, tínhamos dinheiro para pagar a pronto. Como, pelos vistos, tal facto já não é usual, fizeram um desconto de quase 100€. Resultado: uma poupança!
P.S.-Como sou mulher, até já vi onde o gastar... mas o meu homem não deixa ;D !
Estou de férias no Algarve, como mais de metade da população portuguesa... a única excepção é que eu moro oficialmente cá, apesar de deslocada em tempo de aulas. Ora bem, isto faz com que apesar de querer fugir da confusão me encontre bem no meio dela, bem rodeada de turistas...
Nos tempos que correm e pelo facto de ser boa observadora, reparo que se vem de férias para o Algarve apesar de não se ter dinheiro para comer, apesar de se pagar os 6 papossecos com cartão VISA, apesar de se dividir um café por 3 pessoas,...
Sim, o nosso país continua de tanga, acho até que está pior... mas continuamos a viver para as aparências... Bonito!
E como tal tenho posto a leitura e o descanso em dia! Não tenho pensado em escola e/ou educação por enquanto, no entanto tenho agendadas algumas leituras relacionadas com o trabalho.
Escrevo sobre o "Evangelho segundo Jesus Cristo" de Saramago, um dos meus escritores favoritos. É a segunda vez que leio o livro e surpreendo-me com novidades, com factos que nunca reparei, com linhas que não me tocaram na primeira leitura. Faço viagens até ao Médio Oriente e aprendo! A minha afilhada questionou-me sobre o porquê de ler um livro cheio de letras sem bonecos... Respondi que adoro ler... Só!
A Joana tem dificuldades na capacidade imaginativa e na leitura e não mostra vontade alguma de ler. Bem a tento convencer das viagens que fazemos, do sonho que, de olhos abertos, vivemos, das histórias que podemos inventar e dos desenhos que podemos desenhar... bem a deito comigo num tapete a ler e a brincar, à frente de um livro com muitas ilustrações, tento mas sem resultados. Não gosta de ler! Não gosta de ter livros por perto. Será porque nunca os teve? Será porque não os vê em casa dela?
... um dia depois de terem saído as notas dos Exames Nacionais que parecem ter sido um sucesso, com melhorias astronómicas na média e nem a Matemática faz jus à sua fama.
Aproveito o quadro de Münch para fazer o balanço deste ano lectivo.
Sim, foi de gritos... foi mauzito! Não em termos de dificuldades nas disciplinas, nas reuniões ou em horário mas sim em termos emocionais, em termos de gerir sensibilidades...
Foi complicado. Ao fim destes anos todos naquela escola aprendi a conhecer as pessoas, ou melhor, aprendi a ver a verdadeira essência de algumas delas... Surpreendi-me! Talvez se tenham surpreendido comigo, também, no entanto sempre me esforcei por ser transparente!
Por um lado, orgulho-me por ter deixado algum tipo de marca no trabalho já feito, mas por outro fico triste quando vejo dar importância a pessoas com duas caras... ou serem levados por pessoas assim... O mundo é assim! Esta escola não foge à regra e mesmo assim, não é das piores!
Fui ontem buscar exames de Biologia para corrigir. Discuti bastante os critérios de correcção, não posso crer que para umas respostas a malha é larga e tudo é autorizado a passar (mesmo que sejam erros científicos) e em outras questões tem que ser aquele tópico e mais nenhuma variação...
Acompanho a discussão sobre os exames de Matemática quer de 9º quer de 12º ano, vi a argumentação da Sra Ministra e fico triste.
Fico triste com o facilitismo instalado que os governantes não querem ou não estão interessados em ver... Com o facilitismo que circula nas nossas escolas... As classificações são inflaccionadas e toda a gente fica contente... Só se pensa em estatísticas.
Já ninguém dará valor a alguma exigência, por mais ínfima que seja?
Não é novidade nenhuma mas andava visitando blogues e lembrei-me disto...
Se o Scolari conseguiu pôr um país a olhar mais seriamente para a sua Selecção, se conseguiu mobilizar o apoio de um País, se levou uma Selecção ao 4º lugar de entre todo o mundo, não seria engraçado colocar um Brasileiro como ele à frente do nosso País? Um Primeiro-Ministro que nos colocasse objectivos e nos obrigasse a seguir regras, ao mesmo tempo que nos motivava e tentava resolver os nossos problemas?
Se resultou na Selecção não podia resultar na Política?
Num dia em que o Presidente da República pediu ao país para sermos mais exigentes e rigorosos, eu sinto vergonha por ser professora...eu sinto-me envergonhada por pertencer a esta classe que pauta o seu trabalho pelo facilitismo e pela passagem quase administrativa dos alunos.
Nunca uma aldeia, uma vila ou uma cidade se poderá desenvolver se não der atenção à Educação dos seus habitantes... e só se dá essa atenção se se exigir, se se for rigoroso e sério, se nos preocuparmos com os outros e com o seu futuro, de forma muito sério e verdadeira!
Desde ontem que me sinto envergonhada por ser professora!