Lema de Vida:

Aprender até morrer, morrer sem nada saber!!

sábado, maio 27, 2006

Avaliação

Parece que finalmente vamos ter avaliação...
Parece que finalmente se percebeu que é importante separar o trigo do joio...

De acordo com esta notícia do Público, registo com agrado o envolvimento dos Conselhos Executivos e dos Pais nesta avaliação, assim com elementos exteriores com reconhecido mérito na Educação.

Mas questiono:

- não haverá possibilidade de "cunhas"?
- não haverá compra de avaliação dando óptimas notas aos meninos?
- reconhecido mérito, significará que o elemento exterior é do Ensino Superior e estuda muito sobre a Educação ou é professor do Ensino Básico e Secundário experiente?

Vamos esperar pela concretização... antes de atirar foguetes!!


13 comentários:

Anónimo disse...

Eu acho que, como sempre, o sistema de cunhas vai proliferar. Mas de certeza de que haverá quem exerça essas funções de avaliação correctamente.
Aprecio o princípio de avaliação e de progressão na carreira por mérito. E aprecio o facto de finalmente se fazer algo para o praticar.
Mas daí a vê-lo executado com toda a seriedade, vai um grande caminho.

Esperemos que ainda assim sejam afastados alguns daqueles professores que sumariam e que não dão matéria, ou aqueles que insistem na teoria de que Camões viajou com Vasco da Gama...
Enfim...
Bom fim de semana!

anónima q comenta os posts do BrokenHeart cm vontade de lhe pregar dois estalos...

Anónimo disse...

a propósito, recomendo o blog do Professor Júlio Machado Vaz, que menciona este assunto hoje: http://www.murcon.blogspot.com

a mesma anónima de há bocado... :)

IsaMar disse...

Vamos esperar para ver

bjs

Professorinha disse...

Quanto ao pais participarem, ponho as minhas dúvidas... muitas dúvidas... Quanto ao resto, prestar provas acho muito bem e estou totalmente de acordo.

E cunha vai haver sempre, infelizmente, é o país que temos.

Penetrador disse...

è evidente que todas as questões que levantas, e bem, não terão solução...como é obvio infelizmente.
Beijocas

AnaCristina disse...

Obrigada a todos por comentarem.

Querida anónima, o par de estalos pró BrokenHeart é bem merecido e se tiver oportunidade faça-o... entretanto, deixe de ser anónima. Detesto isso. Basta pôr um nomezito...

Obrigada e um abraço

Anónimo disse...

Cá vai o nomezito: Sara.
:)
Beijinhos e abraços

BrokenHeart disse...

Isto significa que vou finalmente poder avaliar-te, Aninhas.
Tu dás-me um par de estalos e eu reprovo-te!!

Beijos

Velveteen disse...

como é que se vai processar essa avaliação? é que como bem sabemos no nosso país funciona tudo muito mal para os "pequenos peixes". Concordo com o q diz a anónima e a professorinha. Progressão por mérito. Simplesmente acho que não vai ser assim tão linear e não imagino certos "papás e mamãs" a avaliarem o meu trabalho. Principalmente aqueles cujos filhos são mal educados e preguiçosos e eles ainda dizem que quem tem que dar educação aos filhos são os professores. Não me vou sujeitar a isso.

henrique santos disse...

Cara colega
também eu acho necessário alterações à avaliação dos professores, mas não no sentido das incluídas neste pacote. Permita que reproduza a minha primeira opinião acerca dele.

As "novas" propostas para o Estatuto dos Professores.

Tal como se esperava as propostas de alteração ao Estatuto da Carreira Docente (ECD) centram-se em duas questões base: a introdução de uma carreira hierarquizada e a avaliação dos professores. Nada de novo para quem já cá anda há uns anos. É bom recordar que já tivemos a famigerada candidatura para estrangular o acesso aos últimos escalões e que foi a luta dos professores que a retirou do ECD. É bom também recordar que houve tentativas para que a carreira de professores fosse hierarquizada em três níveis. Isso nunca passou devido à luta dos professores em torno da Fenprof, com greves na ordem dos 90%. Outros sindicatos, na altura, defendiam os três níveis de professores, com componentes funcionais diferenciadas, como é agora o caso com dois tipos de professores.
Ao ter lido apenas uma vez o documento, surgem-me já as seguintes reflexões que explicito:
Estrategicamnte o que se pretende é:
-introduzir uma carreira hierarquizada, com estrangulamentos na sua progressão;
-Uma avaliação competitiva que vai colocar professores contra professores.
Tacticamente registo a clássica manobra do "dividir para reinar", com a equiparação a titular dos actuais colegas no 9.º e 10. escalões, com vagas a extinguirem quando vagarem. O Ministério alicia os actuais colegas desses escalões, para serem apoiantes dentro da classe nesta hierarquização, para conseguirem obter os resultados esperados ao final de alguns anos: poupar dinheiro e controlar os professores, colocando-os num papel de confonto interno directo.
A outro nível de análise diria que:
-Apresentam algumas questões menores, tácticas, que deixarão cair a pouco e pouco, para dizerem que negociaram;
-fazem tábua rasa de expectativas de carreira e de usufruto de direitos que os actuais professores na carreira, mesmo com muitos anos, tinham;
-fazem por esquecer os processos anteriores ligados ao ECD (a candidatura no 7º escalão ressuscitada);
-na avaliação dos profs, colocam no professor individual a responsabilidade pelos resultados, insucesso e abandono dos alunos, escamoteando o papel do aluno, da escola, das famílias e da sociedade;
-insultam a inteligência de qualquer pessoa, quando acenam com a apreciação dos pais na avaliação dos professores;
-inflacionam os deveres dos professores. Vão de a a v, só falta o x e o z. (Vem a propósito o discurso recente do António Nóvoa);
-deixam para trás todas as regulamentações atrasadas que não lhes interessam. Não produzem nada de direitos a não ser os prémios de "produtividade" a regulamentar;
-deixam muita coisa por regulamentar, o que, como nós sabemos, pode querer dizer, adiamentos enormes ou saída de arranjos mais agravados via regulamentação do que se poderia supor no texto base.
Há muito trabalho de luta a fazer para quem não concorda com estas propostas. Quem está nesta posição tem de se consciencializar de que não vai ser fácil e que só o seu empenhamento na discussão e na consequente luta, promovida pelos sindicatos que representam essa oposição, é que pode dar resultados.
Para os sindicatos deixo a sugestão de fazerem um esforço por refrescar a memória da luta pelo ECD e seus recuos e avanços no passado. E por envolverem consequentemente os professores em todos os processos que esta revisão requer.

Assobio disse...

A avaliação é necessária, mesmo urgente - a bem da nossa profissão - mas não pelos pais, que não têm competência (nem técnica, nem científica, nem pedagógica) para o fazer.

zoltrix disse...

viva
Tb por aqui se vê como vamos....
Salvé colega(?) Henrique Santos, pois demonstra cabalmente que percebe o que diz e o que nos vai acontecer.
Entretanto, encandeados por que não sei motivos subjectivos e "comezinhos" do quotidiano profissional, eis que caminhamos para a degola! E a do Ensino!
Estamos muito longe dos tempos de luta e conquista de direitos...
Hoje nem se entende o que esta avaliação irá produzir a médio prazo, nem se entende que o sistema de ensino tem sido torpedeado de forma ininterrupta vai para 20 anos. Há quem pense até, que somos a favor desta avaliação actual, quando é precisamente o contrário que defendemos!Sempre!
O desconhecimento é geral!Falar de sindicatos está fora de moda e parace mal. ( só servem quando os calos são apertados e para usar os serviços jurídicos...!)Nem se sabe quais as diferenças sindicais das várias propostas....
Tenho pena de ter apanhado este comboio a meio! Agora deverá ser tarde para meter outra agulha na vida. Se assim for cá estarei para procurar dar ânimo aos que entretanto nos próximos anos começarem a cair em si! A luta, afinal é o único caminho! Aqui no ensino ou noutro trabalho qualquer!
Este blogue continua a ser muito bonito. Não há por aí outro sítio tão eclético e prazenteiro como este pois não?
Parabéns à anfitriã!!!!

Anónimo disse...

Pois é, hoje li o que escreveste e não consegui deixar de ficar estuoefacto com a tua concordância com a avaliação dos prfs por parte dos pais, eles não têm competência para nos avaliar nem sequer têm conhecimento do nosso desempenho. Eu não avalio os médicos nem os juizes pq nao tenho competência para tal, portanto não reconheço competência aos pais para nos avaliarem, é ridiculo.